O interessado em ‘ser o próprio patrão’ tem como alternativa as franquias. Embora a opção não seja garantia de sucesso, o empreendedor, ao menos, economiza tempo com questões técnicas e pesquisa, informa o gerente do escritório regional do Sebrae em Bauru, Milton de Biasi.
“Ela dá o know how do negócio, tanto que se paga por isso”, explica. No entanto, ainda neste caso, é fundamental que o empresário tenha competência para gerir o negócio e estude bem onde e como investirá seus recursos. “Eu e meu sócio pesquisamos bastante. Freqüentamos a feira promovida pela Associação Brasileira de Franquias”, comenta o franqueado do Habib’s em Bauru, Nélson Scarpelli Júnior. Na opinião dele, o empreendedor deve acompanhar cada passo do negócio, ao menos na abertura da franquia.
“Quando eu e meu sócio optamos por negócio próprio, começamos a estudar. Quando identificamos a franquia que a gente ia efetivamente investir, estudamos todas as possibilidades financeiras. Fizemos um bom planejamento, planejamento de risco. Deixamos reservas para os tempos de vacas magras”, comenta satisfeito com o sucesso do negócio. Mas além de estudar o mercado, também é fundamental analisar bem as franquias disponíveis.
A orientação é de Emerson Hortolan, franqueado do MacDonald’s em Bauru. “Existem franquias e franquias. Algumas extremamente consolidadas. A franquia é uma relação de troca. O franqueado vai operar o negócio, mas é fundamental que a companhia passe sua experiência para que aquele negócio seja bem sucedido”, comenta Hortolan. Entre muitos aspectos, ele recomenda cuidado na avaliação referente ao custo a ser pago pelo know how.
“Tem ainda uma diversidade muito grande de remuneração ao franqueador. Focos completamente diferentes que devem ser analisados”, diz. Hortolan conta que passou por processo seletivo criterioso para tornar-se franqueado. Além da análise do currículo e entrevistas, o McDonald’s analisa também a capacidade financeira. “Fiquei três dias numa loja fazendo funções diversas. O pessoal orientava algumas coisas básicas e a gente executava. No começo, achei uma bobagem. Depois floresce. Usei isso para contratar todos os funcionários”, diz.
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