segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Planejar é Preciso

Estava finalmente a mais de duzentas milhas da costa mais próxima e já começava a pensar no futuro, numa distante ilha chamada Santa Helena, pelo menos um mês à minha frente.
À medida que ganhava distância da África, aumentava minha confiança no barco e a certeza de que um dia deixaria para trás a ilha onde Napoleão perdeu sua última batalha. Que grande dia seria este! Que significativa vitória para mim! Eu teria, então, provado que meus planos estavam certos e que a mais importante chave para a travessia estava há muito em minhas mãos: a rota.
Numa faixa larga, traçada dois anos antes e pintada de vermelho, estava a minha segurança – a certeza de que o projeto era viável. Passando em suave curva entre as ilhas oceânicas de Ascensão e Santa Helena, e ligando a costa da Namíbia ao litoral baiano, esta faixa indicaria os limites da navegação em que deveria manter-me. Apesar da predominância de ventos de sul e da forte tendência de deriva para o norte, o esforço que eu fazia para me manter dentro da rota prevista era menor que o trabalho que tivera, ainda em terra, para definir a trajetória ideal.
Dois anos de estudo foram consumidos nesta operação, em que não faltaram discussões apimentadas e dúvidas perturbadoras.
A viagem de veleiro para caiena fazia parte deste trabalho. As intermináveis investigações em bibliotecas e tratados de navegação também. Mas o maior problema talvez tenha sido a escassez de dados e informações a respeito do assunto. Baseei-me, sobretudo nas Pilot Charts inglesas e americanas e em outros estudos sobre correntes e ventos do Atlântico Sul fornecidos pela Diretoria de Hidrografia e navegação da Marinha (DNH).
No mar, o menor caminho entre dois pontos não é necessariamente o mais curto, mas aquele que conta com o máximo de condições favoráveis. Assim, mesmo um poderoso superpetroleiro é obrigado, às vezes, a desviar seu caminho para ganhar, em tempo e segurança, o que perde em distância. No meu caso, tendo como única propulsão um par de remos, o estudo de regime de ventos e correntes passava a ser fundamental.
É impossível remar vinte e quatro horas por dia. Assim, enquanto estivesse dormindo e o barco ficasse à deriva, era importante contar com correntes, se não favoráveis, pelo menos que não me viessem pelo nariz, roubando durante a noite o que eu ganhava, com muito esforço, de dia.
Esse estudo descartou, por exemplo, a hipótese de cruzar o Atlântico, de Serra leoa ao cabo calcanhar, no Rio Grande do Norte, num percurso de apenas 1.500 milhas náuticas (contra as 3.700 do meu percurso) por uma região quente e relativamente tranquila.
A minha rota, longa, fria e tempestuosa, contava, no entanto, com correntes favoráveis na quase totalidade do trajeto e com a preciosa regularidade dos alísios do sudeste que unem o sul da África ao nordeste brasileiro. Caminho difícil e longo, mas o único possível para um barquinho a remo.
Para atravessar o mau tempo e as depressões do caminho mais longo bastaria um barco forte e bem estudado; mas, para vencer com os braços o fluxo contrário do caminho mais curto, nem toda a disposição do mundo seria suficiente.
Como os antigos navegadores que, com suas velas quadradas, não conseguiam vencer ventos e correntes contrárias e eram obrigados a aceitar os rumos ditados pelo vento, eu me valeria, não da força para ir contra as correntes, mas da astúcia para saber acompanhá-las. Por esta razão, seria necessário um especial cuidado em respeitar os limites da faixa ideal da navegação que eu traçara.

(Amyr Klink, Em Cem dias entre céu e mar. RJ, José Olímpio, 1985)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Atendimento é a chave do sucesso

Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido...

Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.

Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.

Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama quando a recebe somente após três semanas.

Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.

Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou?
"EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!”
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma. Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deveriam ter feito era apenas a
pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de "CORTESIA".
"CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DENTRO DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR.”


Sam Walton
(Fundador do Wal Mart)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Origem da Palavra Franchising

Você sabia que a palavra franchising vem do francês arcaico e na Idade Média era correspondente a concessão de um privilégio?
Uma pesquisa realizada pelo Bureau Of Industrial Economy indica ainda que a palavra franchising definia a concessão de parte da autoridade dos senhores que era dada aos burgos em troca de marcas.
Esse termo foi esquecido até meados de 1850, quando a Singer Sewing Machine Company decidiu, nos Estados Unidos, conceder a comerciantes o direito a venda de seus produtos através de franchises.
A partir daí o termo se popularizou por todo o mundo como sendo de origem americana, pois com a expansão das indústrias automobilísticas, o sistema de franshising, conhecido no Brasil como Franquia de Negócio Formatado, começou a ser empregado no mundo todo para o desenvolvimento de negócios não mais pelo modelo de filiais e sim franquias.
Fonte: "A engenharia do Franchising" de Claudia Pamplona

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um pouquinho sobre a Intercol

A Intercol Holding Franchise é a primeira holding de franquias nacional. Tal empreendimento é caracterizado por formatação de franquias, desenvolvimento de plano de negócios, plano diretor de expansão, gerenciamento de redes de franquias, cursos, treinamentos gerenciais e consultoria empresarial voltada ao mercado de franchising.

Essa empresa se diferencia das consultorias em Franquias, pois, é responsável por todo processo de formatação desde a preparação do negócio em se tornar franquia, até a entrega da unidade ao franqueado.

Hoje a Intercol possui em seu portfólio empresas como o Bar do Português, Magistral Pharma, Atêlie Brasil, É Sucos, Especiarias Grill, todas empresas também de origem bauruense, prontas e no processo de inauguração de unidades em outras cidades da região e do Brasil.